Resposta curta
É um estudo do histórico de contribuições da pessoa, o CNIS, para corrigir o que falta, comparar as regras de aposentadoria em que ela se encaixa e mostrar a data e o valor de cada uma. Costuma fazer diferença para quem está a poucos anos de se aposentar e para quem tem tempo rural, especial, no serviço público, como MEI ou com contribuições abaixo do mínimo.
O que se analisa
- O CNIS, o extrato do INSS: cada emprego, as datas, os salários e as contribuições por conta própria.
- Os períodos que pedem prova, como o trabalho rural, o tempo especial, o serviço público e os empregos que não aparecem no extrato.
- As regras possíveis: as regras de transição da reforma, a regra permanente e as regras próprias, como a da pessoa com deficiência.
- O valor de cada regra, com a média dos salários e os percentuais de cada uma.
- O que fazer até lá: continuar ou não contribuindo, sobre qual valor, e se vale complementar ou indenizar algum período.
Quando ele costuma fazer diferença
- quem está a poucos anos de completar os requisitos, quando a escolha da data pesa no valor;
- quem tem tempo rural, especial ou de serviço público para somar;
- quem é MEI, contribui como facultativo de baixa renda ou teve meses com salário abaixo do mínimo;
- quem tem empregos antigos que não aparecem no extrato ou salários errados;
- quem pensa em pagar contribuições atrasadas.
O próprio Meu INSS mostra o extrato e simula a aposentadoria, mas a simulação usa os dados do CNIS como estão. Se eles estiverem incompletos, o resultado também estará.
As decisões que o estudo ajuda a tomar
- A regra e a data: esperar um ano pode levar a outra regra, com outro valor. Veja os números de 2026.
- As contribuições: o mês abaixo do mínimo não conta como tempo, e a contribuição de 5% só vale para algumas aposentadorias. Veja como complementar.
- As guias atrasadas: para o contribuinte individual, só valem com prova do trabalho na época.
- O tempo rural: pode contar sem pagamento no INSS, mas exige indenização para o serviço público. Veja o que mudou em 2026.
O estudo não substitui a decisão do INSS
O planejamento mostra os caminhos e os riscos com base nas regras de hoje. As regras podem mudar, e a decisão final é do INSS ou da Justiça. Quando a pessoa tem direito a mais de uma regra, o INSS deve mostrar os valores e deixar escolher a melhor.
Como começar
Baixe o extrato de contribuições no Meu INSS e separe a carteira de trabalho, os carnês, os comprovantes de pagamento, os documentos do trabalho rural e o PPP, o perfil profissiográfico, se houve trabalho com agentes nocivos. Com esses papéis, o estudo começa pela correção do extrato. Veja como conferir o CNIS.
Fontes
- Emenda Constitucional 103/2019, arts. 15 a 20, 26 e 29
- Lei 8.213/1991, art. 29-A (CNIS)
- Enunciados do CRPS, compilação oficial (Enunciados 1 e 5)
- Meu INSS
Revisado em 15 de outubro de 2026 por Carolina Sena, OAB/DF 59.116. Este texto é revisto quando a lei ou as regras do INSS mudam, e no mínimo uma vez por ano.
Carolina Sena
Advogada previdenciária · OAB/DF 59.116
Acompanha pedidos de benefício no INSS, recursos e ações na Justiça Federal.
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